
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Blood

terça-feira, 1 de setembro de 2009
Curse

Sinto em meu peito o ácido dos ciúmes,
Que causados por ti me derretem a alma.
Morrerás tú alvo de meus desafetos,
Bebendo de meu ódio o veneno que sangro.
Sentirás na boca as feridas da língua que desejas,
E dela sorverá a escência de minha maldição.
Pelo corpo que almejas sentirás minha ferroada,
E quando enfim o tiver, morrerá teu coração.
Que no toque aveludado da pessoa que me tomas,
Só encontre a tristeza, o ódio e o desamparo.
Que o medo do desprezo te consuma a juventude.
Que teu espírito pela minha raiva seja dizimado.
Não morrerás, mas buscará a morte.
Não adoecerás, mas ficará no leito.
Serás o primeiro, seguidor do Cristo.
A primeira das vítimas do ódio em meu amor.
(By: Night Angel)
sexta-feira, 27 de março de 2009
Pain

Dor
Ai, esta maldita dor
que me faz fechar os olhos!
Essa forte dor
que me faz tremer de frio!
Aquela horrível dor
que vai corroendo os ossos!
Ai maldita dor!
Ai, esta aguda dor
que a garganta me aperta!
Essa terrível dor
que me faz arder em ódio!
Aquela enorme dor
que em mim asco acarreta!
Ai suprema dor!
Eu sei que vai passar.
E perecer ,agora, posso não.
E atrás não iriei voltar.
Controlarei meu coração.
Não irei a dor cantar,
Mas buscarei a solução.
Esperarei a dor passar.
Esta terrível dor que se chama solidão.
(by: Night Angel)
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Wild

Selvagem
Quando olho com meus ousados olhos em tua clara pele
Sinto dilacerado meu coração pela volúpia que em teu sangue arde,
E tal qual o mais poderoso vinho, me inebria o teu forte cheiro.
Como suave iguaria, sinto o doce e amargo fel de tua boca.
Vejo-me cercado, pelas curvas de teu corpo, preso em meio a lençóis
Me escorre o sangue pela pele rasgada com as garras de teu desejo
E incendiar sinto o meu baixo ventre pela chama que tua alma em mim acende.
Grito, me contorço, me atiro em meio a um vale de carícias e suor.
Me entrego cegamente às vontades que em meus ouvidos são sussurradas
E extasiado navego pela imoralidade de teus ofegantes beijos em minha barriga.
Em meio a maestria de suaves, porém fortes movimentos pontuais e cadenciados
E com acelerados golpes contra minha pélvis, sinto tua matéria por dentro se contorcer.
O ritmo de uma dança selvagem toma conta de tua alcova embalada em gemidos meus e teus.
A sagrada música do profano ritual que dois em um só a união de corpos transforma.
Por fim me vejo em meio ao paraíso que somente o calor infernal do divino pecado leva.
Explosivo, intenso, feroz, selvagem se desprende de mim o fruto de teus desejos,
E como que em divina graça contemplo teu rosto contrair e com ele todo o meu corpo,
E de matéria e alma nos tornamos corpo e sangue de uma mesma vida que renasce.
Abençoados pelo destino o que era dual em uno se metamorfoseou para sempre,
E assim decidiu-se pela vida, pois o que o desejo de amar une somente a morte pode separar.
(by: Night Angel)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
I Want To Heal You
Que eu seja teu remédio
Quando as dores de teus caminhos afligirem a sua fronte
E as tempestades em sua mente ecoarem em tormento,
Que minhas carícias em tua testa de saúde sejam fonte
E meus afagos sejam em ti o alívio dos teus sofrimentos.
Quando as dores da solidão em teus lábios virarem letal veneno
E em teu estômago sentir a apreensão pela falta de companhia,
Que logo esteja em tua boca o antídoto de meus beijos serenos
E que minha alma seja tua cúmplice acompanhado-te todos os dias.
Quando as tuas costas não agüentarem o peso de todo o teu futuro
E a tua cintura cair sob o peso de tua vida, cuja única certeza é a morte
Que os meus braços estejam fortes para ajudar com tão intenso enduro
E a minha alma poderosa para que possa levar por ti o teu fado, tua sorte.
Quando as tuas pernas fraquejarem nas caminhadas do cruel destino
E a fadiga de teus dias de tédio te deixar surdo para meu clamor,
Que meus tendões inchados de vontade te ajudem a continuar seguindo
E as minhas palavras soem como sinos para que saibas de meu amor.
E digo a ti, metade de mim é fogo santo, a outra metade é inferno,
Crepitando em mim esta chama, magma da terra em forma de vulcão.
E toda essa força e calor dedicados a te esquentar enquanto dura teu inverno,
E todo esse amor dado a ti numa mescla de carinho, desejo e paixão.
(by: Night Angel)
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Loneliness

Solidão
Corro ao lado de minha alma.
Dentro de mim me perco em labirintos.
Dentro dos abismos da minha mente, a loucura.
Em meus sonhos estrelas caem dos céus.
Sou louco, eu as escuto,
E dos gritos das estrelas saem luz
Corro ao lado de minha alma.
Começa o meu apocalipse interior.
A besta é a minha boca
A prostituta é o meu corpo
Os sete reis, o que sobrou de minha alma.
Corro ao lado de minha alma.
E pelas ruínas da Babilônia o jardim,
Os resquícios de vida que me restaram.
E pelas pirâmides do Egito os desertos,
O que restou do meu coração devastado
Corro ao lado de minha alma.
E somente ao lado dela me contemplo.
Minha alma, observada, sou eu mesmo.
Sou beleza, dor, prazer e escuridão.
Não posso me enganar, minha alma já não existe.
Corro ao lado de mim mesmo, na mais completa solidão.
(by: Night Angel)
Kill Me

Mata-me
Mata-me aqui e agora
Mata-me suave e forte
Mata-me piedosa e vingativa
Mata-me de morte rápida e dolorosa
Mata-me! Matame! Leve-me ao meu fim!
Sem Pena arranque minha alma de mim.
Suavemente me toque com sua gelada foice.
E mata-me, mata-me para que eu sinta prazer.
Liberte-me do terreno, do imóvel, do fútil.
Então mata-me para q eu possa transcender,
E o meu espírito leve ao deleite da evolução,
E a minha mente leve aos confins do saber.
Pois se para engrandever o que no material inabita,
Pois se para as necessidade da alma poder suprir,
Peço e repito a ti meu consagrado e profano carrasco
Mata-me, mata-me, mata-me, mata-me...
