Sinto em meu peito o ácido dos ciúmes, Que causados por ti me derretem a alma. Morrerás tú alvo de meus desafetos, Bebendo de meu ódio o veneno que sangro.
Sentirás na boca as feridas da língua que desejas, E dela sorverá a escência de minha maldição. Pelo corpo que almejas sentirás minha ferroada, E quando enfim o tiver, morrerá teu coração.
Que no toque aveludado da pessoa que me tomas, Só encontre a tristeza, o ódio e o desamparo. Que o medo do desprezo te consuma a juventude. Que teu espírito pela minha raiva seja dizimado.
Não morrerás, mas buscará a morte. Não adoecerás, mas ficará no leito. Serás o primeiro, seguidor do Cristo. A primeira das vítimas do ódio em meu amor.
Ai, esta maldita dor que me faz fechar os olhos! Essa forte dor que me faz tremer de frio! Aquela horrível dor que vai corroendo os ossos! Ai maldita dor!
Ai, esta aguda dor que a garganta me aperta! Essa terrível dor que me faz arder em ódio! Aquela enorme dor que em mim asco acarreta! Ai suprema dor!
Eu sei que vai passar. E perecer ,agora, posso não. E atrás não iriei voltar. Controlarei meu coração. Não irei a dor cantar, Mas buscarei a solução. Esperarei a dor passar.
Quando olho com meus ousados olhos em tua clara pele Sinto dilacerado meu coração pela volúpia que em teu sangue arde, E tal qual o mais poderoso vinho, me inebria o teu forte cheiro. Como suave iguaria, sinto o doce e amargo fel de tua boca. Vejo-me cercado, pelas curvas de teu corpo, preso em meio a lençóis
Me escorre o sangue pela pele rasgada com as garras de teu desejo E incendiar sinto o meu baixo ventre pela chama que tua alma em mim acende. Grito, me contorço, me atiro em meio a um vale de carícias e suor. Me entrego cegamente às vontades que em meus ouvidos são sussurradas E extasiado navego pela imoralidade de teus ofegantes beijos em minha barriga.
Em meio a maestria de suaves, porém fortes movimentos pontuais e cadenciados E com acelerados golpes contra minha pélvis, sinto tua matéria por dentro se contorcer. O ritmo de uma dança selvagem toma conta de tua alcova embalada em gemidos meus e teus. A sagrada música do profano ritual que dois em um só a união de corpos transforma. Por fim me vejo em meio ao paraíso que somente o calor infernal do divino pecado leva.
Explosivo, intenso, feroz, selvagem se desprende de mim o fruto de teus desejos, E como que em divina graça contemplo teu rosto contrair e com ele todo o meu corpo, E de matéria e alma nos tornamos corpo e sangue de uma mesma vida que renasce. Abençoados pelo destino o que era dual em uno se metamorfoseou para sempre, E assim decidiu-se pela vida, pois o que o desejo de amar une somente a morte pode separar.
Corro ao lado de minha alma. Dentro de mim me perco em labirintos. Dentro dos abismos da minha mente, a loucura. Em meus sonhos estrelas caem dos céus. Sou louco, eu as escuto, E dos gritos das estrelas saem luz
Corro ao lado de minha alma. Começa o meu apocalipse interior. A besta é a minha boca A prostituta é o meu corpo Os sete reis, o que sobrou de minha alma.
Corro ao lado de minha alma. E pelas ruínas da Babilônia o jardim, Os resquícios de vida que me restaram. E pelas pirâmides do Egito os desertos, O que restou do meu coração devastado
Corro ao lado de minha alma. E somente ao lado dela me contemplo. Minha alma, observada, sou eu mesmo. Sou beleza, dor, prazer e escuridão. Não posso me enganar, minha alma já não existe. Corro ao lado de mim mesmo, na mais completa solidão.
Mata-me aqui e agora Mata-me suave e forte Mata-me piedosa e vingativa Mata-me de morte rápida e dolorosa
Mata-me! Matame! Leve-me ao meu fim! Sem Pena arranque minha alma de mim. Suavemente me toque com sua gelada foice. E mata-me, mata-me para que eu sinta prazer.
Liberte-me do terreno, do imóvel, do fútil. Então mata-me para q eu possa transcender, E o meu espírito leve ao deleite da evolução, E a minha mente leve aos confins do saber.
Pois se para engrandever o que no material inabita, Pois se para as necessidade da alma poder suprir, Peço e repito a ti meu consagrado e profano carrasco Mata-me, mata-me, mata-me, mata-me...
Bem-vindo à um mundo onde as mentes noturnas criam os mais loucos pensamentos. Onde o medo, o prazer, a alegria, a paixão, o sonho e a realidade se misturam. Um lugar criado para nós, crianças da noite, que queremos ir além das belezas que o sol expõe, queremos ver o que somente o brilho da lua revela. Um lugar onde corvos e morcegos voam junto à fadas e vaga-lumes que se confundem na imensidão com pequenas estrelas brilhantes. Bem-vindo a Night Heaven, o paraíso dos seres da noite.
Quem sou eu
Night Angel
Night Heaven, Dreamland
Um sonhador, de olhos brilhantes e ao mesmo tempo escuros. A nuvem etérea de magia que ronda os sonhos nas noites cujos céus estão salpicados de estrelas.
Sou o que te leva do pesadelo ao sonho, da tentação ao pecado e do desejo às infinitas possibilidades.
Sim! sou o anjo noturno, sou Morpheu o deus dos sonhos.